Fachada do Solar do Barão de Itatiba quando de propriedade da família Penteado.
Fachada do Solar do Barão de Itatiba quando de propriedade da família Penteado.
Palácio dos Azulejos
Mirza Pellicciotta

 

O Solar do Barão de Itatiba (também conhecido como Palácio dos Azulejos) destaca-se como um imponente solar urbano do período cafeeiro. Construído no final da década de 1870, ele abrigou duas residências (reunidas por uma fachada comum) da família de Joaquim Ferreira Penteado.

Inaugurado em 1878, o palacete em estilo neoclássico foi construído em taipa de pilão e tijolos (técnicas em uso simultâneo em Campinas na década de 1870), contando também com materiais importados de revestimento e adorno (mármores, azulejos, tintas, metais, tintas). 

O edifício foi construído para abrigar as residências do então comendador da Imperial Ordem das Rosas, Joaquim Ferreira Penteado e sua esposa, Dona Francisca Camargo Andrade, e a da filha Francisca e o marido, o tenente-coronel Pacheco e Silva. 

O comendador, que tivera 13 filhos, contava então com 70 anos quando se mudou de uma ampla casa térrea que residira na rua de cima (Barão de Jaguara) e na qual recebera, em 1846, parte da comitiva real de D. Pedro II em sua primeira visita.

Casado com a prima, Dona Francisca, o casal herdara uma vasta fortuna dos pais, do Capitão Ignácio Ferreira de Sá (terras em Anhumas, Sousas e Cabras) e do Cel. Floriano de Camargo Penteado (terras no Bairro Ponte Alta, latifúndio Duas Pontes, Fazenda  Cabras, terras na margem direita do rio Atibaia). 

Os títulos de Barão e Baronesa de Itatiba vieram em 1882 em reconhecimento as obras realizadas pela família, em particular, a criação da Escola Ferreira Penteado, destinada a crianças carentes e localizada nas proximidades do sobrado.

O Barão residiu no sobrado por seis anos (até seu falecimento em 1884) e a Baronesa por 11 anos (falecimento em 1889), seguindo-se a instalação do filho, Eliziário Ferreira de Camargo Andrade com a esposa, D. Maria Joana Leite Penteado e filhos, até 1906. A partir de então, já na terceira geração de ocupação, o solar seria ocupado pela filha de Eliziário, D. Alzira Ferreira Penteado e o marido, Cel. Francisco de Andrade Coutinho, que em 1908 venderam a propriedade para a Prefeitura Municipal de Campinas.</